Of mice and men, perdão, de jornalistas e de avençados
A malta costuma dizer que o jornalismo está morto em Portugal.
Isso é optimista.
Para estar morto, significa que ainda restariam os 'restos mortais'.
Não existe jornalismo em Portugal. Muito menos jornalismo desportivo.
O que existe é tarefismo. Um conjunto de pessoas a quem foi dado brevet de jornalista, para escrever umas coisas nos meios de comunicação social.
Ascensão é conhecida, disposição a fazer o que for preciso pelas audiências, ou a capacidade de cantar a pedido.
O Miguelito não é excepção, com os seus 21 anos de 'jornalismo', arremata ao mundo a autoridade senatorial daquilo que acha ser a sua profissão.
Na Bolha, faz o maior encómio que me lembro, a um fã dos pópós que pisou a cabeça de um companheiro de trabalho e espalhou classe nos relvados MMA onde passou.
Mas para o Miguel, é destes líderes que teremos saudades. Adepto confesso da saparia, onde é presença assídua no 'Leonino', não está nos media para cumprir a sua função como jornalista.
Está para desempenhar uma tarefa.
Os sapos mandam na comunicação social.
Encarar o actual zborden como parceiro de negócio, como Vieira fazia com Pinto da Bosta, a terra lhe seja pesada, é coisa de bananas.
O Miguelito pertence à legião de avençados e tarefeiros que ganham importância não pela qualidade do seu trabalho, mas pela militância que o secundariza.
O Benfica poderia liderar uma séria reflexão em torno do pântano, mas seria preciso termos um presidente e não um outro tipo de tarefeiro, eleito pela maioria esclarecida.
Este ilustre cavalheiro Miguel, veio a terreiro defender o agressor, branquear-lhe a imagem, e contribuir para uma narrativa na qual ainda não se sabe porque não existiu qualquer tipo de posição pública por parte das instituições que tutelam o desporto em Portugal, onde o SLB foi espoliado de um título e viu um seu atleta ser violentamente agredido, com a total impunidade e até orgulho, de boa parte do plantel do zborden, o clube da superioridade moral.
Quem se mete com o zborden, leva.


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