De como podem os sócios optar pela extinção do seu clube

 


Flutua amiúde a ideia de que Rui era a melhor proposta para assumir a coisa, face à falta de qualidade dos outros candidatos.


Bem, é fácil desmontar esse sofisma. 

Um médico do exército cujas credenciais em gestão passavam por ter estado em 'teatros de guerra' (ele próprio afirmou isto nas primeiras eleições) e um treinador-adepto que ganhou uma Taça da Liga em Inglaterra, um campeonato e uma taça na Rússia, uma Superliga e uma Taça na China, com investimentos estratosféricos no Chelsea e no Tottenham, têm dado a Rui, um baile no que concerne ao frutabol português.


No caso do segundo, para que não nos impressionemos, e apesar de ter feito em 2023 um MBA na Columbia Business School, deve o seu sucesso como treinador ao culminar dos processos mafiosos do tipo que veio a destronar, a terra lhe seja pesada, e do facto de um macaco ter malhado nuns juízes numa assembleia do clube da fruta.

É portanto de justa voz que seja apelidado de o 'venturoso'.


Por incrível que pareça, foi Diretor Desportivo (2008-2010): Contratou Pablo Aimar, Reyes, Suazo, Saviola, Ramires e Javi García; ajudou na conquista da Primeira Liga 2009/10 e Taça da Liga.

O poder caiu-lhe no colo, com a suspensão de Vieira, e tem a seu crédito, 1 Liga e 1 Supertaça.

Isto desde 2008. 18 anos de cargos dirigentes, sem habilitações para tal, servindo de ferramenta populista para Vieira, porque a) chorou num jogo em que marcou ao seu Clube de formação; b) Foi para a Fiorentina porque esta dava mais ao SLB que o Barcelona aquando da sua saída; e c) quando voltou abdicou de salário, supostamente.


Rui representa a vontade desesperada do adepto comum de ter um conjunto de dirigentes que sejam Benfiquistas e com igual amor ao Clube que os próprios.

Isso é claro, os Benfiquistas querem o melhor para o Clube e querem Benfiquistas que o garantam.


É no entanto curioso que 65, 89% de sócios votantes, garanta a pés juntos que ninguém de qualidade se apresentou a votos.

Um dos tipos que se apresentou a votos para dividir a 'oposição' foi Martim Mayer, trader de bolsa e que supostamente recuperou a Ibérica Componentes Metálicos SA da qual é administrador. Como tal, o que apresentou para plano de gestão do SLB, que factura anualmente mais de 300 milhões, foi uma mão cheia de nada. Igual a Rui.


Crsitóvão Carvalho, é advogado, e sua campanha centrou-se em Klopp e em chavões pouco estruturados e desenvolvidos, como Profissionalismo, Transparência, Monitorização.

Como Rui.

Os dois candidatos mais consistentes foram Noronha e Manteigas, ambos advogados, foi talvez o mais bem preparado a nível de gestão, que se apresentou a sufrágio. 

Mas algo de estranho assombrou a sua campanha, desde logo a fraca capacidade empática e o episódio de ter deixado o SLB por outros compromissos profissionais.

A campanha de Vieira foi o maior mistério, mistério cuja resolução explicaria muito do que se passa nos bastidores do SLB, na medida em que foi propagado nos media que era para se vingar de Rui Costa, mas passou a campanha a criticar e jogar lama nas candidaturas de Manteigas e de Noronha.

Quem lhe pagou a campanha e quem, nos media, lhe deu tanto tempo de antena, é outro fenómeno do Entroncamento.

5 candidatos que com boa vontade, pelo menos 50% demonstrou ter um plano e experiência igual ou superior a Rui.


Portanto, é de rebater o argumento de que ninguém com qualidade se apresentou a sufrágio. De Martim, Manteigas e Noronha, Rui é claramente o elo mais fraco a nível de gestão, dado o tempo e os resultado obtidos no SLB. 

Era claro que não melhoraria, excepto para os crentes, ou ceguinhos, que acharam que só não fez melhor como dirigente, porque Vieira não deixou.

Os sócios com quem debati, sabendo do meu apoio a Manteigas, como anteriormente a Rui Gomes da Silva, apenas sabiam argumentar que ambos estariam aliados às claques e que não queriam ver de novo as claques mandar no SLB.


Vieira e Rui portanto, vistos como os moderados e responsáveis, e Noronha como o traidor que tornou à casa.

Os Benfiquistas não votam com racionalidade, votam por fezada e por aparência física.

E Rui é o candidato de ambas.


A questão que aqui se coloca é dupla.

Rui está num atoleiro, manda dinheiro para cima do problema, aqui reportado desde o início do blogue e já confirmado por 2 treinadores diferentes, a mando do patrão ou não.

Tem de mandar milhões para contratações para estender o período de esperança que mascara a sua incapacidade de gerir um departamento de futebol dos anos 2020's, e fingir que tem projecto para que não seja óbvio que a única função da sua recandidatura foi manter a direcção ocupada pelos mesmos dos últimos 20 anos. Não há outra leitura possível. No fundo trocámos, ou calámo-nos acerca da auditoria forense, a troco de alteração dos estatutos.


O SLB está refém de adeptos acéfalos, isto é, de adeptos que tendo cabeça, se instados a explicar porque votaram num candidato que de nada deu provas no que concerne a competência em gestão, financeira e desportiva, votam pela cara e por fezada num mal conhecido em detrimento a um potencial bem desconhecido.


Adianta-se o argumento de que há que respeitar a democracia, e o direito de voto dos 65%. Mas esse direito foi e é respeitado. O que não tem de ser respeitado é o conjunto de premissas para tal.

Esta malta foi informada que a continuidade de Rui aproximaria o SLB do abismo. A defesa de Rui, agora, é feita mais no sentido de justificarem a borrada que fizeram que pelo bem do SLB.


Qualquer adepto que tendo votado Rui, agora o continue a defender, é claramente anti Benfiquista. E faria melhor entregar o cartão e deixar de prejudicar o Clube.

Ah mas estás a dividir o Benfiquismo. O Benfiquismo está dividido e não é de agora.

Mas mesmo argumentando de forma análoga, se é forçoso que se respeite o direito democrático à opinião contrária, como é que a não expressão da mesma, para fins de protecção de uma falsa unidade, é democrático?

Por um candidato ter sido eleito, devemos todos comer e calar para não alimentar cisões?


Porque defendo a purga de todos os sócios que votaram Rui Costa? Porque ao contrário da generalidade da história Gloriosa, a existência de vários candidatos implicava acima de tudo diferentes perspectivas, mas um bem em uníssono, o do SLB.


A continuidade de Rui, representa o fim do SLB, quem sabe para abrir a porta a um investidor estratégico, um Lucky Me II. Rui está metido num ciclo vicioso sem capacidade para sair dele, e sem vontade, acrescentaria.


Qualquer aposta neste beco-sem-saída, é apostar no desaparecimento do SLB.

O tempo urge, e este caminho levará à insolvência do Clube que mais receitas gera, mas que as torra em contratações incompreensíveis e trucida treinadores um atrás do outro.


Schejdrup esteve para ser vendido, Sudakov, foi sentado por causa da vinda de Rafa que saiu porque não quis renovar, e volta porque fez o mesmo na Turquia, metem 7 milhões no Bruma para compensar o Salvador que não quis vender o Horta ao preço acordado (não fosse ele dragão de ouro), despedem-se treinadores que fazem as equipas para depois os despedir à 5a ou 6a jornada, é mau demais.


Não faço ideia de qual é o racional daquele departamento de futebol. O que é claro é que é um sorvedouro de dinheiro.


As coisas não estão a funcionar e não é de agora, desde Rui Vitória que algo de muito errado se passa na estrutura para o futebol, tendo coincidido com a debandada do Scouting.


Os 65% votaram nisto, e sou incapaz de os respeitar por isso, porque não existe qualquer racional para a opção por Rui.


Estes sócios são a âncora que afunda o SLB.

Ninguém que votou Rui consegue dar argumentação isenta e factual para a sua tomada de decisão. Votaram por fezada e intuição, por suposta gratidão a um menino da lágrima, controlados pela sua paixão de ter o melhor e mais engajado líder para o SLB.

Não usando a cabeça que têm (o descalabro estava anunciado há muito), equivale a não a terem, ergo, foram, são e serão acéfalos, pois em 2029, votarão de novo em Rui, se este  continuar a vestir fatos Armani e soltar mais uma lágrima.





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