Ponto de saturação

 


Estou, estamos fartos não só desta atmosfera corrupta, como das ventoínhas que fingem fazer circular o ar bafiento.

Admitamos, o ar do desporto de alta competição em Portugal, é irrespirável. Corrupto, e contrário ao desporto.

Nunca nos reconciliaremos com quem votou Rui Costa nas últimas eleições. Com os 65%. 

Não faz parte da democracia o voto não esclarecido. A escola pública obrigatória, tal como saída do relatório Condorcet, implicava o esclarecimento do cidadão por via de 3 níveis de ensino. A ideia, correcta a nosso ver, é que quanto mais esclarecido o cidadão, melhores as suas decisões, o que por sua vez fortaleceria a democracia.


Plasmar o processo de sufrágio e voto, sem outras acções de esclarecimento dos Benfiquistas, é brincar à democracia, ou ingenuidade pensar, que a gestão e promoção do maior CLUBE DESPORTIVO DO MUNDO E ARREDORES implica as mesmas competências per se, que a escola pública faculta para formação do cidadão.


Boa parte dos leitores o saberão, tendo pois o filho ou filha, na escola, em disciplinas como Cidadania, ou outras semelhantes.

Um clube desportivo não é o mesmo que uma república, pese embora, o esvaziamento de formação republicana nas nossas escolas.


Os sócios de um clube desportivo, sem envolvimento profundo num projecto, constituição (estatutos), e selecção meritocrática de recursos humanos para concretização desse projecto, apenas cumprirão figura de corpo presente, e votarão pela cara do candidato.


Foi isso que aconteceu nas últimas eleições.

O Manteigas era careca e agressivo, o Hamburgueres queria era tacho, o Cristóvão tinha cara de taberneiro e o Martim de queque da Linha. Estas foram algumas das justificações dadas por outros Benfiquistas à boca das urnas, manifestando o seu sentido de voto.

Hoje, Jorge de Brito nunca seria eleito.

Os motivos das orientações de voto, são invariavelmente de raiz empática ou estética.


Por outras palavras, os Benfiquistas votam pela cara. Ora, a lágrima vertida num jogo recuado no tempo, pelo actual presidente, substituiu todo o projecto desportivo. Os Benfiquistas sentem-se e colocam-se a jeito, reféns de uma dívida para com Rui Costa, porque querem ver dirigentes comprometidos a 110% com o Clube, fartos de ver malta que do Clube se quer aproveitar.

Estas duas polarizações, rejeição de candidatos tendo por base fezadas, e escolha de dirigentes a quem se dá mais tempo de adaptação que a certos jogadores que se contratam vindos de outros campeonatos, contribuem para o contínuo definhar do espírito do Benfiquismo, de forma propositada, quem sabe para futuramente justificar a entrada de um parceiro estratégico.


Não vale a pena negar, a incompetência só é perceptível até certo ponto. 

Rui Costa não é apenas incompetente. Não pode ser.

Veja-se, a auditoria não deu em nada. Quem nos garantiu? Rui.

Sabemos agora, que o quer que se tenha passado, já foi apagado ou destruído do que ainda havia para analisar nos documentos relativos ao período analisado.


E falta saber o rombo geral de uma desastrosa política desportiva que visa manter o status quo vigente, para continuar a evitar que se descubra aquilo que propositadamente se oculta. 

É o chamado processo autofágico, a soldo da protecção da incompetência dos dois últimos dirigentes máximos do Clube, sancionados pela falange acrítica de apoio.


O favorecimento da união do Altis continua a dar resultado até agora, com concertação nos media, e traulitada a cobro de arbitragens munidas de dualidade de critérios, sem que Rui se aborreça muito por tal.

E quando digo Rui, digo Rui e seus muchachos, todos tão capachos, como ele o foi.


Mas faça-se justiça. Não é de agora nem exclusivo dele.

Relembro o caso Palhinha:

a legislação à data (2021) previa sanção grave por recorrer a tribunais comuns em litígios desportivos, podendo incluir descida de divisão (não automática, mas possível).


Legislação Exacta (2021)

FPF Regulamento Disciplinar (vigente 2021):

Art. 70.º (Recurso a Tribunais Comuns): "O recurso a tribunais comuns em litígios desportivos [...] sujeita o infractor a sanção desportiva, podendo ser descida de divisão ou exclusão de prova".


Art. 35.º: "A sanção de descida de divisão tem por efeito a descida à divisão inferior".


LPFP Regulamento (Liga Portugal):

Cláusula citada: "Recorrer a tribunal comum → descida de divisão". Multa alternativa até 51k€ em casos leves.


FIFA RSTP Art. 59/64 (vigente):

Art. 64 FDC: Não cumprimento decisões FIFA/CAS → sanções desportivas (pontos, descida divisão, exclusão).


O caso Palhinha: FPF abriu inquérito (CD FPF), mas não aplicou descida (questão amarelo, não cláusula transferência); risco discutido foi pontos/multa.


Temos agora a conclusão do caso dos emails, que a exemplo de padres e toupeiras, e conspurcação do Citius, quando a violação do segredo de justiça é o crime mais comum em Portugal a seguir a colocar ananás nas pizzas, em que Rui, manda umas bocas pelos media à Federação que lhe nomeia árbitros, repito, Federação que lhe nomeia árbitros condicionados, e espeta multas no treinador, equivalentes às de clubes que metem monitores adicionais para auxílio aos árbitros.


O Rui não passa disto. É uma jóia de pessoa, parece, mas não tem formação escolar para mais. Manda umas bocas, dá uns murros nas mesas, faz umas queixas para os media com quem nos dias anteriores cortou relações, e pouco mais.


Nenhum dos dirigentes que o acompanham, merecem estar no SLB. Não o defendem e se acham que o fazem é porque não sabem o que é o SLB.

O caso Palhinha passou incólume, no tempo de Vieira.

Tal como será chutado para canto, o dos emails.

Rui tem medo, Rui não sabe, Rui não serve. Nem ele nem quem o reelegeu.

Sim senhor, 65% dos alegados Benfiquistas, não servem para adeptos do Clube. Não o defendem, não o servem, não tem condições para ter palavra, simplesmente porque são ou medrosos, ou coniventes, ou seguidistas, e por isso não servem. Ser sócio do SLB é mais que assinar o RedPass. Foi essa a grande conquista do vieirismo, convencer toda a gente que o sócio é um cliente e que o Benfiquismo se esgota no pagamento de uma quota.

O Estádio adopta a estética do centro comercial que teve um filho com a antiga Feira Popular, é uma arena onde se vai largar uns gritos e confraternizar após as derrotas, das quais se sai um pouco mais cedo para não apanhar muito trânsito.

Já foi uma Catedral, onde o culto era à vitória, entronizada sob o lema E Pluribus Unum.


O "Caso dos Emails" refere-se ao processo judicial entre Benfica e FC Porto (9452/18.1T8PRT.P1), em que o FC Porto foi condenado por apropriação ilícita de segredos de negócio e divulgação de emails privados do Benfica (2016).


Sentença Final (Supremo Tribunal de Justiça + TC)

1.ª Instância (TJ Porto, 6/06/2019): FC Porto condenado a ~1,9M€ (danos + juros). Emails obtidos ilicitamente (fonte anónima).


Relação Porto: Reduz para 1,6M€; absolve danos imagem.


Supremo TJ (2025): Fixa 605.300,90€ + juros (~770k€ total). Absolve "sanção pecuniária" 500k€.


Tribunal Constitucional (18/12/2025): Confirma; trânsito julgado 16/01/2026. FC Porto pagou Benfica.


Fatos: FC Porto (Pinto Costa/FJM) publicou emails Benfica (clínicos/atletas, tácticas) no Porto Canal. Benfica pediu sanções FPF (não procedeu). Processo civil concluído.


O assassinato de carácter a entidade colectiva, a espionagem industrial, o maior caso em Portugal, a cobertura dada por meios de comunicação social, forçados por código deontológico a verificar fontes, não pode obter um valor tão ridículo face ao dano provocado.

Também escapará da descida de divisão ou perda de pontos.

No caso dos emails, compensou ao clube de ranhosos, escarrar contra a dignidade do SLB.

Isto deveria revoltar qualquer adepto portista, quanto mais, Benfiquistas.


Mais nojenta só a posição cobarde de quem nos deveria defender.

Saída a sentença, deveria de imediato ter sido feita uma exposição à UEFA.

Mas não, o Rui manda umas bocas ao Proença.

A CMVM deveria de imediato ser instada a dar posição pública sobre o caso.

Não acontecerá.

Primeiro porque ninguém respeita o Rui, e por arrasto, o SLB.

Decorrendo disso, tudo continuará igual, porque estamos em luta com os holandeses e belgas, pelo ranking pelo que não convém agitar águas.


Temos defendido sempre, sempre, uma posição de ruptura, não por motivos de quezíliofilia, mas porque é a única forma de obliterar as mordaças e grilhões colocadas em torno do SLB, de forma premeditada e estratégica.

Por inacção ou incompetência ou colaboração, os dirigentes do SLB deixaram-se enredar pelas lucubrações dos corruptos de cima e pelos corruptos do Lumiar.


A presença da saparia em redacções e tribunais, é então algo de assustador, num clube de relativa adesão regional, estar tão bem representado por milícias de adeptos, engajados na sua defesa e favorecimento.

Aos Benfiquistas, mais preocupados com a imagem, para parecerem sérios, sentem ter de ir contra o SLB.

Veja-se António Salvador, o tipo das sondagens, jóia de pessoa, mas cuja postura plácida, o apanha várias vezes, a convencer-se que o lance não é penalidade, porque poderia parecer mal ou parcial, se dissesse o que pensa.


Está na moda usar o Benfica como isco para venda de jornais e minutos televisivos. Quando não há notícia, inventa-se.

Quanto pior a mesma, melhor.

O Estado não se mete, os tribunais estão cheios de sapos que oscilam entre a barra de tribunal e o conselho leonino, pelo que sair desta situação, não é para o Rui.


Não tem mãos, tomates e cérebro para tal.

Mas a malta votou nele, porque chorou uma lágrima, ou porque todos os outros eram Vales e Azevedos.


O voto devia ser público e registado numa base de dados.

Espero que em breve, será dificil encontrar um sócio que afirme ter votado Rui Costa.


Rui não serve, tem de sair. Idealmente, levar 65% dos votantes, e ir gerir o Estrela da Amadora, Atlético ou Belenenses. Vão para lá, se fizerem favor. Salvem esses clubes com a vossa sagacidade e visão olímpica.

Deixem o SLB recuperar e elevar-se ao que já foi. Se fizerem favor.

Viva o BENFICA.






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